quarta-feira, 17 de abril de 2013

Marcos Feliciano

Não tava muito afim de dar minha opinião não, porque fujo de polêmicas. Mas vamos lá.

O Pastor Marcos Feliciano é um Deputado Federal eleito democraticamente e, embora não seja unanimidade nem mesmo no meio evangélico, é um homem ficha limpa e que pode assumir o comando da comissão como qualquer outro que se enquadra nos critérios.

A questão é que as comissões, por excelência, sejam assumidas, de preferência, por políticos que tenham um histórico de ativismo ao qual elas estão relacionadas. Marcos Feliciano, obviamente, não é nenhum ativista de direitos humanos.

Não sou fã desse senhor. Mas quem disse que ele não pode fazer um trabalho excelente? Por que esse prejulgamento todo? Quem não se lembra do maravilhoso trabalho do Deputado evangélico Magno Malta na CPI da pedofilia, que resultou na aprovação da "Lei Joanna Maranhão", que defende exatamente a sociedade? Por outro lado, todo esse terror que a presença dele na presidência da comissão impõe a tanta gente, provoca ações coordenadas de protesto e repúdio que não se vê quando o assunto é a ética em torno de outras comissões, como a de Constituição e Justiça (encarregada de investigar, punir ou absolver colegas de plenário), onde aconchegantemente se instalaram os mensaleiros Genoíno e Cunha. Não se vê protestos de rua contra a bandalheira que se tornou os caixas públicos em torno das obras dessa infeliz copa do mundo no Brasil... Nada disso se vê.

A Igreja Evangélica tem uma posição bem clara sobre o homossexualismo: amamos o pecador, condenamos o pecado. Pastores e líderes estão aí, carecas de repetir o assunto à exaustão. Sempre amaremos e respeitaremos qualquer um que entrar na Casa do Senhor, reconhecendo ser pecador e se colocar aos pés da cruz para que Deus faça o que ele faz de melhor: transformar e salvar o homem.

Padres católicos seguem a doutrina da Santa Sé na mesma direção... que é totalmente coerente com o que os evangélicos também entendem, e que a própria palavra de Deus expressa.

Então, embora eu não seja nem um pouco fã de Marcos Feliciano, respeito ele como autoridade e confio a ele a gestão dessa importante comissão, que trata de centenas de assuntos, e não somente da causa gay. 

Abraços a todos!

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