terça-feira, 5 de maio de 2009

O elo perdido da humanidade

Torcedores de futebol são uns seres meio estranhos, situados num estágio do desenvolvimento ainda intermediário, um ponto entre nossos ancestrais e o Homo Sapiens que habita em nós. São Sapiens na aparência, gorilas no comportamento. Provavelmente são um tipo de "elo perdido" que está passando despercebido pela ciência, uma vez que arqueólogos não se interessam por nada que não pode ser desenterrado, o que não é o caso dessas criaturas. Pelo menos a maioria.

O que eu não consegui definir muito bem ainda é se eles são uma categoria intermediária entre o Homem de Neanderthal e Sapiens, ou se são alguma outra coisa ainda não totalmente formada. Uma... falha na linha evolutiva. Normalmente equilibrados, essa falha é ativada, curiosamente, por partidas de futebol...

Capazes de tarefas complexas, tudo vai por água abaixo quando a bola começa a rolar. Eu andei analisando seu comportamento e cheguei a algumas conclusões:



Sob circunstâncias normais

Sob influência do futebol

Capacidade de segurar objetos

Arremessa os objetos nos outros... saquinho de refrigerante cheio de urina é um exemplo.

Capacidade de fazer cálculos

Calcula coisas como o tempo que falta para acabar o jogo, quantos pontos faltam para seu time ser campeão... etc.

Habilidade de comunicar-se

Usa sua capacidade para xingar a mãe do juiz, mandar os torcedores rivais tomar naquele lugar, zoar semelhantes, etc.

Habilidade de expressão corporal

Emitem grunhidos, saltam, botam as duas mãos na cabeça com expressões faciais das mais variadas, dão murros no ar, pulam... etc. O mais interessante é a parte em que eles se contorcem com cara de intenso sofrimento, sem que haja, obviamente, dor alguma.

Capacidade de expressar emoções

Normalmente acompanhado da emissão de algum tipo de som, eles ora mostram aflição “UUUUUHHH!...”, ora dão gargalhadas esfuziantes acompanhadas de gritos de “GOOOOOLL” ou “EU JÁ SABIAAA!” e finalmente demonstram raiva ou choram, aos sons de “PUUUUTAQUEPARIU!!!”... etc.

Capacidade de expressar amor

Nessa hora não. No máximo, observações explícitas das bundas alheias.

Capacidade de expressar compaixão

Muito menos. Mas há controvérsias. Alguns estudiosos acham que sim, se “compaixão” tiver alguma relação com o formato e proporção da bunda alheia que estiver sendo observada.

Capacidade de socialização

Usam para ir em grupos, pequenos ou grandes, assistir a jogos. Seja na TV da sala de alguém, seja em um estádio. Também usam para zoar grupos alheios, telefonando, enviando emails, fazendo buzinaços nas ruas da sua cidade, etc.

Capacidade de comparar e associar

Estranhamente, essa capacidade fica reduzida a comparar-se, e aos demais (inclusive os rivais) a animais. Acredito que deve ser algum gene que os aproxima de suas origens na natureza livre. Assim, alguns passam a ser galos, peixes, raposas... e até mesmo gambás, urubus e porcos! (Já se ouviu o termo “veado” em algumas situações).

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