terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Israel e Palestina

Não dá para ser profundo na análise da guerra que está correndo em Gaza. Não conhecemos a realidade do dia a dia naquela região.

Gaza tem 12km de largura por 40 km de extensão, no sul de Israel, e ali habitam 1,5 milhões de palestinos - expremidos, sabe-se lá como conseguem em tão pouco espaço. Muita miséria, fome, limitações, não há áreas de plantio, não há indústrias, mal há serviços públicos. Todos dependem fundamentalmente de ajuda externa. Ou seja, estão praticamente submetidos a viver sob doações, esmolas.

Que tipo de sentimento surge no coração de um povo, especialmente dos jovens rapazes da orgulhosa cultura árabe, após décadas e décadas vivendo assim? Quem não lutaria? Ainda mais sabendo que o chão que antes era o seu país foi dividido através de uma reunião de outros países, e sua terra lhes foi tomada e entregue a outra nação?

Israel afirma que a terra lhe pertence, pois fora espalhado pelo mundo quando o imperador romano Tito destruiu a nação seis décadas depois de Cristo - isso é conhecido como "diáspora". Os árabes afirmam que a terra lhes pertence porque eles já a habitavam quando Israel veio da escravidão do Egito e a tomou pela força.

Vale lembrar que a mesma resolução da ONU que criou o estado de Israel, também criou o estado da Palestina - dividindo em duas as terras da então Palestina. Israel com a metade norte, palestina com a metade sul, tendo Jerusalém como território internacional. Mas uma liga árabe que continha Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano, com o apoio de vários outros países árabes, atacou com força Israel, numa guerra por território que durou até 1949. Não a demoveram, e novas fronteiras foram demarcadas.

Uma nova revolta em 1967, a famosa guerra dos seis dias, quando um levante árabe contra Israel foi fustigado pela antecipação militar Israelense - fulminante e certeira - e que desarticulou toda a força militar árabe que se levantava deixou Israel com grandes extensões de terra dos países vizinhos, e os ânimos extremamente exaltados.

Parte das terras foram devolvidas, novos acordos foram firmados, os palestinos foram confinados na Cisjordânia e em Gaza. O ódio milenar ressurgiu e tudo o que se seguiu daí tem sido mais do que disputa territorial: há um fundo religioso tanto nos povos regionais, quanto nas poderosas nações que os apóiam.

Há a fé e o senso comum da nação escolhida de Deus, do povo abençoado e da terra prometida. O direito espiritual, inalienável, que não possui contrato ou papel algum assinado - mas vivo na mente e na crença das pessoas.

Homens dão a vida pelo que crêem, quando sua fé está incrustada o bastante dentro de sua alma.

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