quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Atualidades

Ponteando alguns pensamentos sobre coisas do cotidiano, me atrevo a tecer meus comentariozinhos sobre...

GERALDO ALCKIMIN
- Ele avisou durante a entrevista na Folha de São Paulo, feita hoje mesmo (ou será ontem?) que São Paulo precisa de um "choque de gestão". Por coincidência, essa é justamente a frase que fez com que essa carequinha ficasse gravado na minha mente, quando da sua última participação em uma campanha política, contra o Lula, para presidente. E a frase grudou na minha mente não por ser interessante, mas por ser engraçada.

"Choque de gestão"...

É algum tipo de golpe administrativo, onde os diretores, gestores de órgãos e de estatais saem no braço com os subalternos preguiçosos? Onde ele mesmo sai chutando a bunda de um monte de gente, dentro do palácio, nas salas de diretores das empresas e órgãos do governo? Ou ele terá a companhia da SWAT para expurgar os corruptos, eliminar os processos viciados (inclusive os de licitação), e dar partida nos motores das máquinas dos serviços públicos?... Um tipo de milagre, um CHOQUE DE GESTÃO, onde tudo o que não funcionava ontem, passa a funcionar hoje, AGORA! Tava todo mundo dormindo, tudo devagar, quais parando.. e de repente ZZZZZZZAPPPP!!! Choque de gestão!!... Eita, Alckimin... Se for isso, agora vai, hein!!

HORÁRIO POLÍTICO
E por falar em política, como não comentar o nosso incrível, divertidíssimo horário político? Sinceramente, tem pouca coisa que me diverte mais do que a saraivada de pequenos vídeos de candidatos a vereador, um sobrepondo o outro. Cada figuraça... é de morrer de rir. Até gente que sabemos que é do bem, um professor universitário, um profissional de alguma coisa, conhecido, gente boa.. quando aparece no vídeo, fica meio.. sei lá... esquisito, deformado. A voz muda, o jeito do cabelo, a iluminação não ajuda. E tem ainda aquele eco no fundo do estúdio, que deixa aquele arzinho de amadorismo mais latente ainda. O cara treme, gagueja, não sabe o que fazer com as mãos, etc.

Isso me faz lembrar aquele programa, o "Ídolos", ou o seu clone brega, o "Astros". É igualzinho... é tudo elaborado para transformar um "nada" em "coisa alguma". Ninguém vira ídolo, ninguém vira astro. Um ídolo - como um grande político - o será de qualquer forma, mas não por esses meios.

Portanto o resumo é que nos programas, o objetivo é o ibope, "faturar com patrocínio". Já no horário político, é transferir dinheiro para a mídia mesmo, a pretexto de "informar os eleitores".

Não que não tenha sua utilidade, mas eu só aproveito - isso quaaaaaaando eu vejo - é para me divertir mesmo. Aliás, eu não sou contra a política, diga-se logo de passagem, acho que todo mundo precisa se envolver sim, ter senso crítico, essas coisas.

OBAMA/MCAIN
E para completar, já que o assunto pendeu para política, vou comentar os candidatos americanos. Eleição americana que, aliás, tornou-se um tipo de show de TV, um Big Brother mundial, onde todo mundo acompanha sem ter muita noção de quem são as pessoas, nem de onde vieram, nem para onde vão (metaforicamente falando). É um evento, uma coisa de mídia mesmo. Tenho amigos que lêem notícias, se mantêm atualizados todo santo dia, sobre as últimas novidades dessa disputa. Tudo bem que as decisões da (por enquanto) única potência mundial afetam o cotidiano do mundo inteiro, mas a coisa toda já está beirando ao ridículo.

Eu fico pensando... qual a diferença entre Obama e Mcain? Além de serem dois homens completamente diferentes entre si, posso dizer paradoxalmente que não há diferença NENHUMA na verdade. Não para o aspecto político. Ao meu ver, claro. A idéia é que a pótência continue sendo potência. E ponto final. E seja Obama, seja Mcain, tanto faz. Só sei que é assim.

QUEDA DA BOLSA
Eu ganhei um mínimo de percepção da coisa política lá pelos anos do Sarney presidente, e isso ainda porque eu queria comprar a minha primeira enciclopédia e a grana nunca dava, porque a porcaria do preço quase dobrava a cada vez que eu recebia meu salário. Ou seja.. quando eu tava quase chegando lá, o preço dobrava. Uma merda.

E sinceramente, desde aquela época, eu ouço falar toda semana, sem exceção, dessa coisa de "alta da bolsa", "queda da bolsa". Já vi gente que se matou porque perdeu tudo o que possuía por problemas com investimentos na bolsa. Tudo bem, já vi gente que ampliou milhares de vezes seu patrimônio também.

Digo intuitivamente: eu não me sinto inspirado, seduzido, nem nada em relação a essa tal de bolsa de valores. Até porque, pelo pouco que eu entendo, quem ganha dinheiro pra valer na bolsa é quem especula, e eu não tenho muita paciência pra especulação, compra daqui, vende dali. A idéia até que parecia ser boa: empresas captando dinheiro para fortalecer a pesquisa, o desenvolvimento e seu alcance. Uma tipo de web 2.0 financeira. Mas como o ser humano gosta de estragar as coisas, resolveu usar para especular. E não to falando dos peixers pequenos não. Porque trabalhar com 10 ou 20 mil é uma coisa, mas vai fazer isso com milhões. É assim que se destrói uma empresa com 5.000 funcionários.

A bolsa me lembra a teoria do caos. Já ouvir falar da teoria de que o bater das asas de uma borboleta na ásia provoca um tsunami no Atlântico? Alguma coisa a ver com a idéia de que tudo está interligado, do mais elementar ao mais gigantesco (outra coisa pra rir demais). Mas é assim com o chamado "mau humor" do mercado financeiro, como se fosse um ser vivo, ele fica gripado ou de tpm e POFFFF!!! - um país do terceiro mundo quebra.

Aliás, o mercado deve ser mulher mesmo. Volta e meia, está com tpm.

Para alguns, porém, o mais preocupante em relação à queda da bolsa é quando o espelhinho ou o batom que estão dentro dela quebram.

MORTES POR ATACADO
Tem gente famosa morrendo aos montes ultimamente. Igual foi com artistas jovens na década passada - as maioria de Aids, naqueles dias. Não me recordo direito como foi que começou essa nova onda - ou com quem começou, se foi com o Papa ou com o ACM - mas só hoje foram embora o Fernando Torres e o Waldick Soriano. Eu hein.

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