sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Aniversário



No meu aniversário. Seguindo a ordem: Luis, Eu, Zé Roberto, Minha irmã Silvia (gêmea) e Beth. Escondidinho, o Robson.

Globalizêichan

A globalização é mais do que pegar um celular e falar com alguém na Espanha, ou entrar na internet e teclar com alguém no Japão. A globalização é uma empresa americana ter sua linha de produção na China, e exportando seus produtos para a Europa. É o Brasil produzindo grãos, carne e minérios que serão beneficiados na Ásia e depois exportados para a América do Norte sob a forma de automóveis e equipamentos. Ou seja, a globalização é a economia real.

E você sabia que a crise financeira que está em andamento no mundo é muito grave? E esta crise não nasceu na "economia real", mas sim na ciranda financeira, ou seja, nas bolas de valores: na grana que as pessoas e instituições mais estupidamente ricas do mundo ficam girando pra lá e pra cá, de bolsa em bolsa, de continente em continente... MÃÃÃSS... essa mesma crise vai acabar batendo na economia real, se não for curada a tempo. Por quê? Porque as grandes empresas do mundo captam dinheiro na bolsa para investir em pesquisas, desenvolvimento, crescimento, produção, etc.

Daí que com todo o susto provocado por esse problema com o mercado imobiliário americano, a tendência é as pessoas e instituições retirarem dinheiro do risco que é a bolsa, diminuindo assim a saúde financeira de muitas empresas. Algumas podem quebrar, outras podem se ver forçadas a demitir, outras não terão mais como vender, pois seus maiores clientes eram as primeiras (as que quebraram), etc.

E assim, nós cidadãos, acabaremos percebendo as conseqüências no nosso dia a dia.

E por falar em Crise in the United States, essas coisas....

... me lembrei do sonho de um rei da babilônia, o Nabucodonosor. Ele sonhou com uma estátua que tinha a cabeça de ouro, peito e braços de prata, do abdômem até as coxas era de bronze, as pernas eram de ferro, e os pés eram de uma mistura de ferro e barro.

Essa estátua simboliza bem o que é um reino, estado ou qualquer entidade que não tem o devido equilíbrio. Cuja aparência é tremenda, mas cuja base não é forte o bastante para sustentá-la. E a economia americana, com toda sua opulência, parece estar começando a desmoronar justamente nos fundamentos de suas casas, todas hipotecadas.

PASME: 750.000 é o número de mutuários que já foram despejados de suas residências por inadimplência, este ano, nos EUA. Assusta, não assusta?


...

Segue alguns comentários de americanos em jornais de renome, sobre a crise. Veja se não é assim mesmo:

"I hope they are planning to weight the impact of this bailout on the 1% of Americans who control 90% of its wealth. These are the Americans who benefitted most from Wallstreet excesses and who should carry the majority of the cost. Ordinary Americans are already paying the price is foreclosures, lost equity, reduced savings, job loss and threatened retirement." (REality Check-Los Angeles)

traduzindo...

"Eu espero que estejam planejando tornar mais pesado o impacto desta ajuda no 1% dos americanos que controlam 90% de riqueza. Estes são os americanos que tiraram proveito da maioria dos excessos de Wallstreet e que devem carregar a maioria do custo. Os americanos comuns já estão pagando o preço das execuções duma hipoteca, eqüidade perdida, economias reduzidas, perda de emprego e aposentadoria ameaçada."


Um cara respondeu, ironicamente:

"Hey Reality Check,
What world do you live in? This is USA, home of privatize gains, socialize losses. We, the taxpayers, will be paying the price. (BL, New Jersey)"


que traduzindo, quer dizer...

"Ei Cara.. em que mundo você vive? Isso aqui são os Estados Unidos, terra dos ganhos privados e dos prejuízos compartilhados com a sociedade. Nós, contribuintes, pagaremos o preço."

...

Quer saber mais sobre a historinha de Daniel? Eu conto!

Acompanhe.

Cenário: Babilônia. Situação: Toda a população de Israel foi transportada para o Iraque, como cativos (escravos), depois que seu território foi invadido pelo poderoso império do rei Nabucodonosor. Período: cerca de 1.000 anos antes de Cristo. Portanto coisa de 3.000 anos atrás. Protagonista dessa história: Daniel, um judeu extremamente inteligente e sábio, e com uma profunda intimidade com Deus.

...

A vida seguia tranquila em Babilônia, o povo adaptado ao trabalho pesado que os babilônicos não queriam fazer e tals... Estava Daniel bem tranquilo um dia - ele era servidor do rei como conselheiro - quando de repente chegou um emissário do rei com a espada na mão avisando: hoje vai morrer todo mundo aqui!! Daniel se antecipou e como era amigo do chefe, foi logo perguntando:

- Morrer por quê? O que é que está havendo?

O chefe dos eunucos então explicou que o rei acordou de mau humor porque tinha tido um sonho perturbador. E chamou os sábios e mágicos do reino para interpretar o sonho, mas eles não conseguiram. Revoltado, o rei mandou eliminar a todos.

- Me conta o sonho que eu interpreto. - Disse Daniel.
- Aí é que tá, Daniel. O rei não contou o sonho. Disse que se o sábio for realmente sábio, terá que dizer não só a interpretação, como o próprio sonho! Afinal ele não quer enrolação.

Daniel se recolheu e mais uma vez fez suas orações, e Deus lhe revelou tudo. Sonho e interpretação. No dia seguinte, marcaram uma audiência com o rei e lá foi Daniel. Na audiência, Daniel conta ao rei tanto o sonho, como sua interpretação.

O sonho era sobre uma estátua:

"Tu, ó rei, na visão olhaste e eis uma grande estátua. Esta estátua, imensa e de excelente esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível.
A cabeça dessa estátua era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de bronze;
as pernas de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro.
Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.
Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se podia achar nenhum vestígio deles; a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra."

Daniel 2:31-35

Em seguida, Daniel contou para o rei que aquela estátua era, trocando em miúdos, o símbolo da desintegração futura do seu próprio império. a cabeça era o próprio reinado de Nabucodonosor. Os demais membros, seus sucessores. E, de sucessor em sucessor, o império seria cada vez mais frágil, até a desintegração total, nas mãos de um novo reinado (simbolizado pela pedra que foi cortada).

O rei ficou muito grato a Daniel, tanto que o cobriu de honrarias e de-lhe um cargo altíssimo no reino. Enfim. É isso. A história é muito bela. Se quiser conhecê-la, ela ocupa todo o capítulo 2 do livro de Daniel: qualquer Bíblia, seja católica, ou evangélica, mostra.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Presente de aniversário


O cara vai para São Paulo e, ao voltar, me traz isso aí de presente... só podia ser coisa de corinthiano mesmo...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Primeira postagem - quase - móvel



Eu queria fazer uma postagem móvel. Mas o celular não enviou a imagem apra o provedor. Então eu fiz uma quase-móvel: precisou apenas de uma pequena intervenção. Baixar a foto no computador e atualizar no blog.

A propósito. A imagem na tela do monitor revela o significado do nome deste blog. Preste bem atenção e decifre.

Abrassos a todoz.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ação e consequência

Tem algo esquisito na exuberância.

Há uma grave crise econômica em andamento, quebrando fundos de investimento, economias de famílias inteiras, empresas de todos os níveis, instituições financeiras centenárias e até mesmo governos.

O problema está acontecendo no coração do capitalismo: o império financeiro chamado Estados Unidos da América. E a coisa toda é grave, de verdade mesmo.

E aconteceu por quê? Trocando em miúdos, as gigantes instituições de financiamento precisavam de novas frentes de investimentos e novas fórmulas para acelerar seus lucros. Líderes de mente poderosa e irresponsabilidade idem, descobriram formas novas de financiamento imobiliário, com pouca ou quase nenhuma garantia, para todo tipo de clientes, mesmo aqueles com histórico de inadimplência.

OBS - Oferece um picolé para uma pessoa que não pode (não quer dizer que não quer) pagar depois, e ele dificilmente vai recusar. Só que não vai pagar, é óbvio. Antes de oferecer, você já sabia.

E por que esses caras criaram isso? Porque seus balanços precisavam dar saltos exponenciais. (Vencedor, no mundo corporativo do dinheiro grosso, é isso). E de fato, seus balanços deram realmente saltos exponenciais! Segue-se que, como todo o sistema é baseado em bônus, premiações por resultado, esses grandes gênios da economia embolsaram cada um deles, devidamente, a parte que lhes cabia. E ficaram ainda mais milionários.

Só que os balanços começaram a fazer água em poucos meses, ao longo de 2 ou 3 anos aproximadamente, quando o primeiro dominó de toda essa grande brincadeira de montar caiu. Em 2006 sentiram cheio de queimado. Em 2007 começaram a ver fumaça saindo pelos cantos. Em 2008 todo o edifício pegou fogo. E salve-se quem puder.

E agora? O mundo inteiro está em crise. E adivinha quem vai pagar o prejuízo? Adivinha? Dá vontade de rir.. mas lá - como aqui - quem paga é o contribuinte. Pois quem está socorrendo as gigantes do investimento americano e, ninguém mais , ninguém menos, que o governo!

Me parece que dois grandes problemas provocaram todo esse mar de prejuízo que literalmente fez desaparecer várias empresas mundo afora, em especial nos próprios EUA: 1 - o exagero, a exuberância, o ganhar e ganhar, a qualquer custo e; 2 - a falta de fiscalização, controle, regulação - pois tudo isso poderia ter sido previnido quando o próprio plano foi elaborado (mas as autoridades monetárias ficaram babando vendo a coisa toda acontecer).

Por isso desconfie de quem chegar a você com idéias fantásticas para ganhar dinheiro rápido de maneira mirabolante. Desconfie, gente. Daqueles que vêm até você cheios de argumentos, mostrando números incríveis, resultados para lá de empolgantes. Daquela gente que, antes sequer de lhe apresentar o negócio em si, apelam para sua capacidade de acreditar no impossível, enxergar o invisível, visualizar todos os seus sonhos realizados. Daquela gente que vêm para oferecer a você a mesma chance que tiveram, que trazem até você uma perspectiva nova para ganhar rios de dinheiro, só porque acham você uma pessoa bacana demais e querem que você tenha a mesma prosperidade.

Altruísmo puro!...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A queda do reino

Era uma vez um reino muito distante, habitado por algumas criaturas felizes, que conviviam em harmonia e plenitude. Um reino de paz e beleza, cujos habitantes trabalhavam alegremente, uns completando o trabalho dos outros.

As famílias eram alegres e colaborativas, e normalmente tinham muitos filhos: todos convivendo harmoniosamente e sem atritos.

Verbos agindo e trabalhando como formiguinhas, prefixos e sufixos entrelaçados por seus amores radicais, pronomes, apostos, vocativos brincando adjuntos, o tempo inteiro (mas sempre respeitando as orações), sujeitos ocultos em esconde-esconde, poetas lançando figuras de palavras e de pensamentos e tudo regado a uma musicalidade peculiar ao grande reino... da língua portuguesa.

Mas num dia sinistro, algum muito estranho aconteceu!... Um tipo de vírus ou algo parecido, um inimigo invisível começou a perscrutar a vida feliz naquelas paragens e, lentamente, tratou de invadir aqueles domínios, inserindo seus microorganismos maléficos e cancerígenos que, ao longo do tempo, foram minando a qualidade de vida de seus habitantes.

Alguns deixaram de agir como agiam antes, outros simplesmente desapareceram - dos quais só se ouve rumores ainda hoje - e outros foram tão radicalmente transformados, de criaturas belas em bestas-fera, que nem sequer parecem mais originários de tão felizes primórdios...

Plurais foram massacrados, com termos como "sorvetes gelado", "pessoas parada" e "crimes perfeito"... verbos foram arrancados de suas conjugações, ficando então desorientados, sem saber para onde ir (futuro ou passado) dando origem a coisas horríveis como "roubarão minha senha" querendo se passar por pretérito, quando deveriam ser "roubaram minha senha"... Letras trocaram de lugares, se perderam de seus caminhos originais, dando origem a distorções como "pobrema", "previlégio", "esperimentar" e "assacino"...

Aproveitando a fraqueza provocada por aquela enfermidade, criaturas de outros redondezas começaram a invadir as terras daquele reino, e se misturaram à vida da população, e de tal maneira isso aconteceu que sua presença impregnou a vida cotidiana.. surgiam coisas como "o nosso know-how é ótimo", "precisamos de um upgrade", "hora de fazer um inside", "ela preparou um book" e "estou meio down hoje"...

Como se não bastasse o já combalido reino da língua portuguesa ter sido alvo de enfermidades e invasões, uma última e poderosa força foi arremessada sobre ele: seres alienígenas - formas de vida até então inimagináveis - cheias de aparatos tecnológicos nunca antes contempladas, como celulares, computadores com seus riquíssimos recursos, coisas que poderiam abrir as portas para fantásticas possiblidades, trouxeram junto de si um igualmente fortíssimo golpe: o mecanismo da alteração biogenética...

As palavras deixaram de ser elas mesmas, receberam DNA manipulado, se tornaram em clones e mutações estranhíssimas.. Amigo virou MiGuxU, "também" virou tbm, "bom" e "não" viraram baum e naum... As concatenações das palavras se transformaram em uma linguagem ininteligível.. frases que antes eram "Oi, amigo quero que você me visite esse fim de semana, pode ser?" virou "EAE MiGuxu,kro k vc m vzt esse fds, pdc?"

E assim, aquele reino que antes parecia tão promissor e equilibrado nunca mais foi o mesmo. Vez ou outra ouvia-se algum rumor acerca de pequenos grupos de resistência, que surgiam aleatoriamente território afora. Mas logo eram derrotados, capturados e publicamente humilhados por causa do seu jeito antiquado, por defenderem as bandeiras da sintaxe, da morfologia e da semântica - essas coisas tão velhas e fora de moda.

Se ele ainda existe? Dizem que existe... mas quem pode provar? Pois esta nossa história trata apenas do imaginário, da lenda... de um reino muito distante daqui.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Passa tempo

Vôa contra mim o vento, bato contra o vento o rosto
É preciso prosseguir, eu sinto
prosseguir é algo qu'eu preciso...

Em minha face rude chora toda uma história tola
É difícil admitir, mas penso
Que o mais certo a fazer é isso...

Passam abaixo dos meus pés caminhos
Que eu não mais pisarei por certo
Pelo menos com esses pés, eu vejo
Que o destino não me quer por perto...

Vôam contra mim as luzes, linda e livre segue a alma
Lá no fim eu sei - sabemos
chegaremos ao final destino...

E não mais será possível, ele se esquivar de nós...

Pálido Ponto Azul

Assista a esse vídeo!

sábado, 6 de setembro de 2008

Não entendo

Um dia eu vi você, e o meu mundo se abriu
deu flores nas montanhas e águas no deserto
E eu me despertei, nao sei nem bem ao certo
Só sei que foi no dia em que você surgiu...

Não entendo direito o que meu coração sentiu
Que tudo que é perfeito me viera sem aviso
A tal felicidade... em forma de um sorriso
A mim, um ser perdido, entregue ao desvario...

Tremeram minhas mãos, meu coração rugiu
Caíram os impérios do homem forte e frio
Estremeceu a terra, o mar e o firmamento...

Guardo comigo olhar, cabelos e sorrisos
As coisas e os tempos tornaram-se imprecisos
Tudo isso, desde o dia em que você surgiu...

Música Brasileira

O que faz de uma canção, ou de um artista, um sucesso nacional de grande alcance? A qualidade de sua voz? A desenvoltura com que se apresenta? A inspiração de sua composição? A profundidade de suas letras? A capacidade de sua interpretação? Vencer um concurso em um programa de calouros moderno? Conseguir um bom contrato com uma gravadora poderosa?

Há muitos brasileiros de altíssimo nível para fazer sucesso e não fazem, porque na prática o sucesso, hoje em dia, é cotado na quantidade de dólares que faz retornar retornar aos cofres.

Assim, surgem fenômenos adolescentes a cada mês, heróis sertanejos com suas fivelas de 2 kilos a rodo, metrossexuais cantando pagode romântico com seu cabelo amarelo e sua voz tremida e rouca, todos esbanjando grunhidos ininteligíveis nas entrelinhas das canções que interpretam - e que foram compostas por outros, diga-se de passagem.

Isos que eu não sou crítico demais: até acho que toda forma de arte tem sua utilidade e sua validade. E se eu não gosto de funk carioca, não significa que todo mundo tem que detestar, né? Para isso existe o botão de liga/desliga, dizem.

E também não sou preso ao passado. Ouço música nacional e internacional praticamente o dia todo - e algumas por mais que eu ouça, eu não canso de ouvir.

...

Só que o que faz diferença entre um artista comum e um ídolo verdadeiro, é que a música do primeiro é apenas um meio. ... já a VIDA do ídolo é a própria música. sua história é cantada em suas canções, ele muda a história, ele coloca sua marca, ele inspira multidões, ele registra o momento histórico ou, ainda, abre caminho para uma mudança de pensamentos e atitudes, em relação à vida, ao amor.. a tudo.

Por isso eu sou grato a pessoas cuja própria existência é música pura... como Chico Buarque, Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, João Gilberto, Tom Jobim e incluo aí o maravilhoso poeta Vinicius de Moraes.

Mas a lista é enorme... e a minha gratidão por terem colocado sua música em minha história também.

...

Caetano Veloso - Sampa


Chico Buarque - Minha história


Elis Regina - O bêbado e o equilibrista


Chico Buarque - Construção


Elis Regina - Como nossos pais


Chico Buarque - Cálice


Tom e Elis - Águas de Março


Tom Jobim e Joao Gilberto - Garota de Ipanema


Tom Jobim e Edu Lobo - Luiza



Nossa... eu fico sem palavras...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Acidente

O que você acha da seguinte notícia: Caminhão de cerveja invade prédio. (Clique e veja você mesmo).

Eu diria o seguinte:
- Ouvi dizer que havia uma tartaruguinha dirigindo. Não lembra, clique aqui.
- Em tempos de lei sêca, o cara me apronta uma dessas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Atualidades

Ponteando alguns pensamentos sobre coisas do cotidiano, me atrevo a tecer meus comentariozinhos sobre...

GERALDO ALCKIMIN
- Ele avisou durante a entrevista na Folha de São Paulo, feita hoje mesmo (ou será ontem?) que São Paulo precisa de um "choque de gestão". Por coincidência, essa é justamente a frase que fez com que essa carequinha ficasse gravado na minha mente, quando da sua última participação em uma campanha política, contra o Lula, para presidente. E a frase grudou na minha mente não por ser interessante, mas por ser engraçada.

"Choque de gestão"...

É algum tipo de golpe administrativo, onde os diretores, gestores de órgãos e de estatais saem no braço com os subalternos preguiçosos? Onde ele mesmo sai chutando a bunda de um monte de gente, dentro do palácio, nas salas de diretores das empresas e órgãos do governo? Ou ele terá a companhia da SWAT para expurgar os corruptos, eliminar os processos viciados (inclusive os de licitação), e dar partida nos motores das máquinas dos serviços públicos?... Um tipo de milagre, um CHOQUE DE GESTÃO, onde tudo o que não funcionava ontem, passa a funcionar hoje, AGORA! Tava todo mundo dormindo, tudo devagar, quais parando.. e de repente ZZZZZZZAPPPP!!! Choque de gestão!!... Eita, Alckimin... Se for isso, agora vai, hein!!

HORÁRIO POLÍTICO
E por falar em política, como não comentar o nosso incrível, divertidíssimo horário político? Sinceramente, tem pouca coisa que me diverte mais do que a saraivada de pequenos vídeos de candidatos a vereador, um sobrepondo o outro. Cada figuraça... é de morrer de rir. Até gente que sabemos que é do bem, um professor universitário, um profissional de alguma coisa, conhecido, gente boa.. quando aparece no vídeo, fica meio.. sei lá... esquisito, deformado. A voz muda, o jeito do cabelo, a iluminação não ajuda. E tem ainda aquele eco no fundo do estúdio, que deixa aquele arzinho de amadorismo mais latente ainda. O cara treme, gagueja, não sabe o que fazer com as mãos, etc.

Isso me faz lembrar aquele programa, o "Ídolos", ou o seu clone brega, o "Astros". É igualzinho... é tudo elaborado para transformar um "nada" em "coisa alguma". Ninguém vira ídolo, ninguém vira astro. Um ídolo - como um grande político - o será de qualquer forma, mas não por esses meios.

Portanto o resumo é que nos programas, o objetivo é o ibope, "faturar com patrocínio". Já no horário político, é transferir dinheiro para a mídia mesmo, a pretexto de "informar os eleitores".

Não que não tenha sua utilidade, mas eu só aproveito - isso quaaaaaaando eu vejo - é para me divertir mesmo. Aliás, eu não sou contra a política, diga-se logo de passagem, acho que todo mundo precisa se envolver sim, ter senso crítico, essas coisas.

OBAMA/MCAIN
E para completar, já que o assunto pendeu para política, vou comentar os candidatos americanos. Eleição americana que, aliás, tornou-se um tipo de show de TV, um Big Brother mundial, onde todo mundo acompanha sem ter muita noção de quem são as pessoas, nem de onde vieram, nem para onde vão (metaforicamente falando). É um evento, uma coisa de mídia mesmo. Tenho amigos que lêem notícias, se mantêm atualizados todo santo dia, sobre as últimas novidades dessa disputa. Tudo bem que as decisões da (por enquanto) única potência mundial afetam o cotidiano do mundo inteiro, mas a coisa toda já está beirando ao ridículo.

Eu fico pensando... qual a diferença entre Obama e Mcain? Além de serem dois homens completamente diferentes entre si, posso dizer paradoxalmente que não há diferença NENHUMA na verdade. Não para o aspecto político. Ao meu ver, claro. A idéia é que a pótência continue sendo potência. E ponto final. E seja Obama, seja Mcain, tanto faz. Só sei que é assim.

QUEDA DA BOLSA
Eu ganhei um mínimo de percepção da coisa política lá pelos anos do Sarney presidente, e isso ainda porque eu queria comprar a minha primeira enciclopédia e a grana nunca dava, porque a porcaria do preço quase dobrava a cada vez que eu recebia meu salário. Ou seja.. quando eu tava quase chegando lá, o preço dobrava. Uma merda.

E sinceramente, desde aquela época, eu ouço falar toda semana, sem exceção, dessa coisa de "alta da bolsa", "queda da bolsa". Já vi gente que se matou porque perdeu tudo o que possuía por problemas com investimentos na bolsa. Tudo bem, já vi gente que ampliou milhares de vezes seu patrimônio também.

Digo intuitivamente: eu não me sinto inspirado, seduzido, nem nada em relação a essa tal de bolsa de valores. Até porque, pelo pouco que eu entendo, quem ganha dinheiro pra valer na bolsa é quem especula, e eu não tenho muita paciência pra especulação, compra daqui, vende dali. A idéia até que parecia ser boa: empresas captando dinheiro para fortalecer a pesquisa, o desenvolvimento e seu alcance. Uma tipo de web 2.0 financeira. Mas como o ser humano gosta de estragar as coisas, resolveu usar para especular. E não to falando dos peixers pequenos não. Porque trabalhar com 10 ou 20 mil é uma coisa, mas vai fazer isso com milhões. É assim que se destrói uma empresa com 5.000 funcionários.

A bolsa me lembra a teoria do caos. Já ouvir falar da teoria de que o bater das asas de uma borboleta na ásia provoca um tsunami no Atlântico? Alguma coisa a ver com a idéia de que tudo está interligado, do mais elementar ao mais gigantesco (outra coisa pra rir demais). Mas é assim com o chamado "mau humor" do mercado financeiro, como se fosse um ser vivo, ele fica gripado ou de tpm e POFFFF!!! - um país do terceiro mundo quebra.

Aliás, o mercado deve ser mulher mesmo. Volta e meia, está com tpm.

Para alguns, porém, o mais preocupante em relação à queda da bolsa é quando o espelhinho ou o batom que estão dentro dela quebram.

MORTES POR ATACADO
Tem gente famosa morrendo aos montes ultimamente. Igual foi com artistas jovens na década passada - as maioria de Aids, naqueles dias. Não me recordo direito como foi que começou essa nova onda - ou com quem começou, se foi com o Papa ou com o ACM - mas só hoje foram embora o Fernando Torres e o Waldick Soriano. Eu hein.