sexta-feira, 25 de julho de 2008

Amor

Um versículo que eu gosto muito, da Bíblia, diz o seguinte: "Nós o amamos, porque Ele nos amou primeiro." - I João 4.

Esse verso dá uma dica muito legal sobre o mecanismo humano para trabalhar essa coisa do amor. A gente ama de verdade sempre na reciprocidade. É como se houvesse dentro da gente um presente guardado, e a gente esperando até encontrar alguém pra entregar.

De repente, um gesto de uma pessoa cativante o bastante, tem o poder de "destravar" essa porta. E o resultado é que a gente acaba dando muito mais do que recebe. Só que, ao dar, a gente também "destrava" a porta do outro lado, e acaba recebendo um presente também... e assim acontece a troca se sensações e emoções as quais, todas juntas somadas, chamamos de AMOR.

E PAIXÃO? Bom eu tenho para mim que a paixão é uma forma de amor sim, por que não? Só que mais frenético, com mais êxtase e mais intensidade. É porque ainda há muito para descobrir sobre a outra pessoa... e esse clima de mistério e descoberta gera expectativas e resulta em boas surpresas (ou nem sempre).

A paixão é a fase inicial do amor, mas é muito boa.. e fundamental para solidificar, dar fundamento. Dar lembranças, gerar convívio e alimentar esperanças.

Não dá para dissociar a paixão do amor. Quando se fala de amor entre um homem e uma mulher, não dá. Ambos caminham de mãos dadas, um depende do outro. Não tem essa de começar a amar direto sem ter havido paixão, nem que tenha sido uma sombra, uma gotinha dela.

Eu gostaria de amar apaixonadamente a vida inteira. Será que dá?

Um comentário:

Daya disse...

"Não tem essa de começar a amar direto sem ter havido paixão."

exato!
assim como não tem essa de continuar a se apaixonar se não visa, quem sabe, amar!