sexta-feira, 6 de junho de 2008

Felicidade II

A felicidade que eu estou sentindo é tamanha, que me fez repassar meus conceitos.

Percebi que, por mais que o tempo passe para a gente, é possível ser feliz... ainda que tenham se passado 50, 60 ou 100 anos, e ainda que isso aconteça segundos antes do último suspiro. Pois a felicidade, ora é fruto de nossas próprias ações, ora é fruto da espera pura e simples. Mas ela sempre vem para quem a deseja.

Percebi que os problemas e dificuldades da vida e do cotidiano se sobrepõem, se acumulam, mas a felicidade é como um avião no qual embarcamos, e que torna possível enxergá-los lá de cima, muito acima deles. Por isso é possível ser feliz mesmo passando momentos difíceis.

Percebi que tudo deixa de ter sentido quando se desiste de ser feliz - mesmo que não se esteja feliz neste momento. Mas não estar feliz, não significa que não se estará nunca mais. Por isso, não faz sentido desistir.

Percebi que o ser humano que consegue desacelerar, a ponto de voltar a perceber a felicidade nas pequenas coisas do cotidiano, é um ser abençoado, um iluminado. Como são as crianças. Ou seja, de uma certa forma, voltar a ser criança, pelo menos no essencial, pode ser um bom início.

E finalmente, percebi que, eu mesmo, sou um cara muito abençoado...

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