segunda-feira, 28 de abril de 2008

A perda

Entre um passo, outro passo e outro passo
Sigo andando como a vida manda, eu sigo
Sem me importar mais com qualquer perigo
Nem me importa se em vida eu me desfaço

Como era perfeito meu regaço!
Onde oferecia eu abrigo
Triste foi morrer à mão do amigo
É um túmulo escuro e frio como aço

Foi assim que por querer eu esqueci
Daquele negro dia em que morri
Em que me tiraram tal pedaço

Nesse instante vazio de tempo e espaço
Entre um passo, outro passo e outro passo
Tento não lembrar do tanto que perdi

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