sexta-feira, 11 de abril de 2008

Idiocracia

Assisti ao filme que eu presumo se se chame "Idiocracia" em português, pois se chama "Idiocracy" no original em inglês.

Esse filme é uma comédia bizarra sobre um mundo futurista onde a humanidade, em vez de progredir, regrediu intelectualmente. E olha, sinceramente faz a gente pensar.

Sempre houve um caminho muito largo, atraente e cheio de opções para quem quer deixar o cérebro estacionado nos primeiros estágios da adolescência. O desenvolvimento do senso crítico, da capacidade de raciocínio, da maturidade intelectual e da sabedoria, entretanto é um caminho bastante estreito e espinhoso.

Porque quase tudo que é fútil, imprestável e inútil, normalmente é divertido e abundante. E o que é útil, aprazível e edificante, normalmente é chato e difícil de alcançar ou obter. E assim como a mentira normalmente é a maneira mais fácil de resolver as coisas (e às vezes até agradável para quem quer enganar e ser enganado) do que a verdade, que dói e machuca, mas transforma.

A questão é que as pessoas deviam se divertir sim - porque lazer é importante - mas também pensar mais, estudar mais, ler mais. Há quem o faça, mas a maioria tem preguiça de ler um livro. Nunca leu um clássico sequer, não sabe quem é Machado de Assis, Érico Veríssimo ou Carlos Drumont de Andrade. Não que eu esteja criticando de maneira vazia... é que eu me sinto um pouco frustrado em ver nosso País sem muita perspectiva, sem uma educação eficiente, sem o surgimento de cientistas e pesquisadores capazes, praticamente sem homens e mulheres de renome.

Nos países mais desenvolvidos, independente do continente em que estejam, se assiste ao fenômeno social da imigração, onde multidões do "terceiro mundo" fazem as estatísticas populacionais transbordarem pelo ladrão. E os nativos? São os descendentes das gerações que construíram seus países e os inseriram no mapa das nações ricas e desenvolvidas MAS... estão envelhecendo sem filhos, ou quase.

Assim se verá em breve uma nação como a França tendo mais africanos, latinos e asiáticos do que franceses propriamente ditos. E o fenômeno se repete na Espanha, no Japão, na Coréia do Sul, na Alemanha, na Inglaterra...

O que será que vai acontecer com nosso mundinho em 20 ou 30 anos? Quero estar vivo e saudável para ver!

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