quarta-feira, 19 de março de 2008

Soneto arredio

Você é a musa sacra em meu cordel vadio
Você é a fonte exata do meu ai tardio
Você é a canção mais bela que eu prestigio
Você é a prova mais dura do meu desafio

Você é a voz a gritar que eu não silencio
Você é a verdade aberta que eu confidencio
Você é a beleza inata que eu mais aprecio
Você é o desejo intenso que eu repudio

Você é o amor profundo que eu acaricio
Você é a força maior com que me digladio
Você é o sonho real que eu não vivencio

Você é a paixão brutal em meu peito bravio
Você é a luz do astro rei a me cortar o frio
Você foi a flecha certeira em meu peito vazio

Um comentário:

Anônimo disse...

Linda poesia, parabéns!