sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A propósito

Comentando o post abaixo, a propósito da morte da líder Benazir Bhutto, gostaria de dizer que, assim como no Brasil, no mundo inteiro a população tem, em última análise, CULPA sobre muitas coisas que acontecem no cotidiano.

Senão, vejamos: a mesma população que condena uma tentado horroroso como este, que amava Benazir como uma líder promissora e influente, que tinha esperança em um novo Paquistão livre de autoritarismo e intolerância e rumo ao progresso, é a mesma população que tolera o fundamentalismo religioso, canal de toda intolerância, abuso e absurdo.

Como não considerar como COVARDES aqueles que impõem sua vontade pela força? E como não considerar como CORAJOSOS aqueles que lutam por um ideal, ainda que de forma pacífica?

Até para evoluir é preciso ter coragem.

Benazir Bhutto


Dia 26/12/2007: morre a líder paquistanesa Benazir Bhutto - inteligente, bela e muito querida do povo, vítima da intolerância brutal dos terroristas islâmicos, que se julgam os "salvadores do mundo", guardadores dos bons costumes (aqueles mesmos bons costumes que dizem que mulheres andem de burca, que sejam culpadas quando são estupradas, que condenam coisas como internet, cinema, fotografia e artes em geral, entre outras aberrações).

Fatos relevantes

Vou tentar durante um ano inteiro, registrar aqui neste humilde blog, o fato mais relevante do dia sob meu ponto de vista. Veja bem: MEU ponto de vista. Portanto pode ser uma notícia global, uma notícia nacional, ou mesmo regional.

De qualquer forma creio que poderá ser interessante. Vejamos o resultado. E vejamos se eu consigo também rsrsr

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Transposição do São Francisco

Caso você seja como eu, que não sabe os porquês que movem um homem maduro de 61 anos e bispo católico a fazer martírio pessoal contra a transposição do São Francisco, leia os dois artigos que seguem abaixo e saiba finalmente os detalhes.

Antes de qualquer coisa quero que saiba que, embora eu seja A FAVOR da integração da bacia do São Francisco, eu fiz questão de publicar os argumentos dos dois lados neste blog sem qualquer interferência, para que você mesmo exerça seu senso crítico.

E sou a favor porque acredito que num lugar paupérrimo como o Nordeste somente o progresso pode trazer alento e esperança, para não dizer renovação. Assistencialismo ajuda, mas resolve só uma parte do problema do semi-árido, cisternas, açudes e poços ajudam as famílias, mas não acelera a implantação de empresas e indústrias.

O Nordeste precisa de água e energia em abundância, não só para a população como para todo o seu desenvolvimento. E tomara que isso aconteça mesmo, que não só a terra produza mais, mas também que as empresas se estabeçam e que a classe política ordinária e vampira que trabalha há séculos para manter as coisas como estão (paupérrimas) seja vencida em definitivo.

E tomara que daqui há alguns anos possamos passear pelo mesmo semi-árido nordestino e ENCONTRAR UM LUGAR DE ABUNDÂNCIA E BELEZA.

Literatura de cordel (PARTE 2): a greve do bispo e a transposição do São Francisco - os argumentos do BISPO

Publicada em 10/12/2007 às 12h47m
Cleide Carvalho - O Globo Online
(Eu citei a fonte: quer me processar, processa. )

Dois anos após sua primeira greve de fome de onze dias, contra a transposição do Rio São Francisco , o bispo de Barra Dom Frei Luiz Flávio Cappio entra no 14 dia de seu novo período de jejum - A Tarde

SÃO PAULO - Aos 61 anos, o bispo dom Luis Cappio quer viver muitos anos. Ele tem amor à vida, diz. Mas há 14 dias está em jejum por um tema que muitos brasileiros conhecem bem de perto, mas a maioria só ouviu falar: a seca. Dom Cappio deixou de comer e promete ir até o fim até que seja paralisada a obra de transposição das águas do Rio São Francisco e homens do Exército desocupem canteiros montados no eixos leste e norte. Para ele, o rio é "inegociável assim como o ar que se respira" e o projeto de transposição só repete o que sempre se fez com o povo nordestino: enganação.

Nesta entrevista ao GLOBO ONLINE, Dom Cappio diz quais as razões de ser contra a transposição do São Francisco e afirma que o presidente Lula, ao defender o projeto, não faz mais jus a ser chamado de nordestino.

O Globo Online - Qual o fato novo no projeto de transposição do rio que o fez a voltar a jejuar?

DOM CAPPIO - Não existe nada de novo no projeto. Ele sempre foi o mesmo. Retornei porque há dois anos, quando fiz o primeiro jejum em Cabrobó, depois de muitas tentativas da sociedade dialogar com o governo para discutir o projeto, fizemos um acordo com o governo, que foi assinado e chancelado. O jejum foi um grito que sensibilizou o governo e a sociedade e no 11º dia um emissário do presidente Lula nos procurou. O acordo dizia que o processo de transposição seria interrompido, porque as obras não tinham começado, e se abriria amplo diálogo com todas as representações, universidades, comunidades ribeirinhas, ONGs, igreja. Dada a magnitude do problema, achávamos que o projeto deveria ser discutido.

E isso não ocorreu?

DOM CAPPIO - Dada ao acordo, interrompi o jejum em outubro de 2005. Acreditamos que o governo seria fiel ao que estava sendo assinado. Nestes dois últimos anos fizemos as mais diversas tentativas, não apenas eu, mas vários segmentos Os movimentos sociais se mobilizaram, tomaram o canteiro de obras para iniciar o diálogo, fizeram de tudo para que o diálogo acontecesse. Tudo em vão. O governo se manteve surdo.

A obra de fato começou?

DOM CAPPIO - A resposta foi o início da obra com o uso do Exército. Eles estão no eixo norte e no eixo leste. Não foram poucas as tentativas de fazer com que acontecesse o que foi acordado.

" O projeto é socialmente injusto. Ele vai transpor estas águas, com gasto imenso, e os endereços não são as comunidades carentes de recursos hídricos. "

O que o faz ser contra o projeto de transposição do São Francisco?

DOM CAPPIO - São quatro pontos que nos fazem ser contra e serei didático. Primeiro: Esse projeto é economicamente inviável. O próprio governo já tem alternativas pela metade do preço. No começo deste ano, a Agência Nacional das Águas (ANA) lançou o Atlas do Nordeste com 530 alternativas para abastecimento hídrico das comunidades urbanas de todo o Nordeste. Elas atenderiam 34 milhões de pessoas e são mais baratas e viáveis do que a transposição. Há ainda as alternativas para a população rural do semi-árido, que atenderiam 10 milhões de pessoas. Somando as alternativas rural e urbana, elas atenderiam 44 milhões de seres humanos com abastecimento direto para as comunidades carentes. A transposição do Rio São Francisco atenderia 12 milhões. É economicamente inviável.

Segundo: O projeto é socialmente injusto. Ele vai transpor estas águas, com gasto imenso, e os endereços não são as comunidades carentes de recursos hídricos. O endereço é o incremento do capital, a criação de camarão em cativeiro, a produção de frutas nobres para exportação e o fornecimento à indústria pesada do Nordeste. Não é o povo, mas as iniciativas de capital para incrementar os negócios. Por isso, o interesse das empresas no projeto.

Ao incrementar os negócios, a transposição do São Francisco não vai criar renda e emprego para a população do Nordeste, dando nova condição de vida à região?

DOM CAPPIO - Quem mora aqui sabe o que não é ter água para beber. Antes de falar de emprego, é preciso falar da sobrevivência da população. Desenvolvimento para quem? Para o povo? Esta é a manutenção da velha política, do povo usado e manipulado em benefício de um pequeno grupo. Outro ponto é quem vai pagar a conta: o mecanismo de subsídio cruzado. Quando a água chegar ao destino, na Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, pode-se imaginar o preço desta água. O subsídio cruzado significa que cada cidadão do Nordeste vai pagar a conta da água que vai beneficiar os grandes negócios.

"O Rio São Francisco não está na UTI. Quem está na UTI tem médicos e recursos. O São Francisco está na fila do SUS "

Quais são os outros argumentos?

DOM CAPPIO - O terceiro é que o projeto é ecologicamente insustentável. O Rio São Francisco - moro há 33 anos na beira do rio e tive oportunidade de ir da nascente à foz - não está na UTI. Quem está na UTI tem médicos e recursos. O São Francisco está na fila do SUS e não sabe se será atendido.

Quais os problemas do rio?

DOM CAPPIO - É a degradação à calha principal e de toda a bacia. Todo o parque industrial de Belo Horizonte deságua no São Francisco pelo Rio das Velhas e o do sudoeste de Minas também. Da mata ciliar do rio restam apenas 5%. O desmatamento deu lugar à monocultura do eucalipto, ao latifúndio para a criação do gado. O Rio São Francisco pede socorro. É preciso um projeto de revitalização sério e ele não pode estar atrelado à revitalização. Para justificar ecologicamente a transposição, fala-se em revitalização. É apenas uma casca que justifica o projeto, mas na realidade não há interesse na revitalização. Imagine esta água caminhando 2 mil quilômetros por canais de 25 quilômetros de largura por 5 de profundidade. Com que qualidade esta água vai chegar? É essa água que queremos oferecer aos irmãos do Nordeste?

Falta ainda o quarto argumento. Qual é?

DOM CAPPIO - A transposição é, eticamente, impossível de ser aceita. Este projeto inaugura o hidronegócio no Brasil, coloca a água na banca do mercado. A água é um dom para a vida. Ninguém pode pagar o ar que respira, nem a água que bebe. A partir dele, a água passa a ser objeto de compra e venda e é eticamente inaceitável. Não podemos aceitar que a água, um bem de Deus, vire produto à banca do mercado.

O presidente Lula é nordestino. Qual a posição pessoal dele em relação ao projeto?

DOM CAPPIO - Na época que ele fazia jus a seu nome de nordestino, ele era contra. Fez discurso contra o projeto em Petrolina e Juazeiro. 'Não me fale nesta palavra', dizia quando falavam em transposição. Agora, depois de ter se tornado presidente e freqüentado as altas esferas do Brasil e do mundo, mudou de pensamento. Não só ele, mas boa parte de seus companheiros de partido que se manifestaram contrários. A curriola vai toda atrás.

As pessoas acham seu jejum um ato isolado. O que o senhor diz sobre a crítica?

DOM CAPPIO - Digo que elas estão desinformadas. Neste momento, aqui na paróquia (Dom Cappio está em uma paróquia de Sobradinho) estão cerca de 100 pessoas. Tem gente de várias cidades. Na manifestação de ontem eram 5 mil, com delegações da Alemanha e da Áustria, inclusive.

O senhor deve manter o jejum até suas exigências serem atendidas?

DOM CAPPIO - As exigências são duas: paralisação da obra e saída do Exército. A presença do Exército é um desrespeito à população do Nordeste. O São Francisco não é assunto a ser negociado, vidas não se negociam. Não quero morrer. Tenho muito amor à vida. Tenho 61 anos, quero viver muitos anos. Mas coloquei a vida para defender o meu povo. Minha missão é esta. Se for necessário, a gente dá a vida. As vezes é necessário que a semente caia no chão e apodreça para que renda frutos.

Literatura de Cordel (Parte 1): A greve do Bispo e a transposição do São Francisco

Artigo descaradamente copiado de um certo blog na internet. Trata-se de uma carta de Ciro Gomes a Letícia Sabatella, que declarou publicamente seu apoio à greve do Bispo Cappio contra a integração da bacia do São Francisco nas áreas do semi-árido nordestino.

Diz Ciro Gomes:

“Letícia, ando meio quieto por estes tempos, mas, ao ver você visitando o bispo em greve de fome no interior da Bahia, pensei que você deveria considerar algumas informações e reflexões. Poderia começar lhe falando de República, democracia, personalismo, messianismo... Mas, sendo você a pessoa especial que é, desnecessário. O projeto de integração de bacias do Rio São Francisco aos rios secos do Nordeste setentrional atingiu, depois de muitos debates e alguns aperfeiçoamentos, uma forma em que é possível afirmar que, ao beneficiar 12 milhões de pessoas da região mais pobre do país, não prejudicará rigorosamente nenhuma pessoa, qualquer que seja o ponto de vista que se queira considerar.

Séria e bem intencionada como você é, Letícia, além de grande artista, peço-lhe paciência para ler os seguintes números: o Rio São Francisco tem uma vazão média de 3.850 metros cúbicos por SEGUNDO (!) e sua vazão mínima é de 1.850 metros cúbicos por SEGUNDO (!). Isto mesmo, a cada segundo de relógio, o Rio despeja no mar este imenso volume de água.

O projeto de integração de bacia, equivocadamente chamado de transposição, pretende retirar do Rio no máximo 63 metros cúbicos por segundo. Na verdade, só se retirará este volume se o rio estiver botando uma cheia, o que acontece numa média de cada cinco anos. Este pequeno volume é suficiente para garantia do abastecimento humano de 12 milhões de pessoas.

O rio tem sido agredido há 500 anos. Só agora começou o programa de sua revitalização, e é o único rio brasileiro com um programa como este graças ao pacto político necessário para viabilizar o projeto de integração.

No semi-árido do Nordeste setentrional, onde fui criado, a disponibilidade segura de água hoje é de apenas cerca de 550 metros cúbicos por pessoa, por ANO (!). E a sustentabilidade da vida humana pelos padrões da ONU é de que cada ser humano precisa de, no mínimo, 1.500 metros cúbicos de água por ano. Nosso povo lá, portanto, dispõe de apenas um terço da quantidade de água mínima necessária para sobreviver.

Não por acaso, creia, Letícia, é nesta região o endereço de origem de milhões de famílias partidas pela migração. Converse com os garçons, serventes de pedreiros ou com a maioria dos favelados do Rio e de São Paulo. Eles lhe darão testemunhos muito mais comoventes que o meu.

Tudo que estou lhe dizendo foi apurado em 4 anos de debates populares e discussões técnicas. Só na CNBB fui duas vezes debater o projeto. Apesar de convidado especialmente, o bispo Cappio não foi. Noutro debate por ele solicitado, depois da primeira greve de fome, no palácio do Planalto, ele também não foi. E, numa audiência com o presidente Lula, ele foi, mas disse ao presidente, depois de eu ter apresentado o projeto por mais de uma hora (ele calado o tempo inteiro), que não estava interessado em discutir o projeto, mas "um plano completo para o semi-árido".

As coisas em relação a este assunto estão assim: muitos milhões de pessoas no semi-árido (vá lá ver agora o auge da estiagem) desejam ardorosamente este projeto,esperam por ele há séculos. Alguns poucos milhões concentrados nos estados ribeirinhos ao Rio não o querem. A maioria de muitos milhões de brasileiros fora da região está entre a perplexidade e a desinformação pura e simples. Como se deve proceder numa democracia republicana num caso como este?

O conflito de interesses é inerente a uma sociedade tão brutalmente desigual quanto a nossa. Só o amor aos ritos democráticos, a compaixão genuína para entender e respeitar as demandas de todos e procurar equacioná-las com inteligência, respeito, tolerância, diálogo e respeito às instituições coletivas nos salvarão da selvageria que já é grande demais entre nós.

Por mais nobres que sejam seus motivos - e são, no mínimo, equivocados -, o bispo Cappio não tem direito de fazer a Nação de refém de sua ameaça de suicídio. Qualquer vida é preciosa demais para ser usada como termo autoritário, personalista e messiânico de constrangimento à República e a suas legítimas instituições.

Proponho a você, se posso, Letícia: vá ao bispo Cappio, rogue a ele que suspenda seu ato unilateral e que venha, ou mande aquele que lhe aconselha no assunto, fazer um debate num local público do Rio ou de São Paulo. Imagine se um bispo a favor do projeto resolver entrar em greve de fome exigindo a pronta realização do projeto.
Quem nós escolheríamos para morrer? Isto evidencia a necessidade urgente deste debate fraterno e respeitoso.
Manda um abraço para os extraordinários e queridos Osmar Prado e Wagner Moura e, por favor, partilhe com eles esta cartinha. Patrícia tem meus telefones.

Um beijo fraterno do Ciro Gomes”

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Minhas poesias

Há alguns dias eu resolvi publicar minhas poesias num formato simples e que tornasse possível distribuir para amigos, leitores do blog e apreciadores de poesias sem grande esforço. Hoje eu consegui concluir meu livro de poesias, ao qual dei o nome de "falando de amor".

Coloquei o link para download na barra lateral... é um livro simples contendo todas as poesias que criei até o final de 2007. Foi algo em torno de 2 anos... todas absolutamente falando de amor, a única que faz a vida valer a pena.

Obrigado aos que apreciam meus humildes e limitados textos... obrigado pelo carinho e consideração...

Feliz Natal... beijos... Próspero 2008 para você!...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Por que a extinção do CMPF foi um tiro no pé?

Quando o CMPF foi criado, ainda na gestão tucana de FHC, era advinha de um movimento que já existia na mente dos executivos políticos há muito tempo, recheados de estudos, sobre a possibilidade de criação de um imposto único no Brasil - coisa provadamente inviável - mas que por um lado trazia em sua bagagem uma grande sacada: a questão da proporcionalidade de pagamento de impostos.

Com o pagamento de impostos vinculados a produtos e serviços todos pagam proporcionalmente, o que não é errado, pois é justo que todo cidadão pague seus impostos. Mas também, os mais ricos sentem muito menos o peso dessa proporção, ao passo que os mais pobres sofrem mais, semprte considerando a proporção renda/consumo.

O imposto sobre movimentação financeira - CMPF - taxava a movimentação de dinheiro nos bancos. E quem movimenta dinheiro em banco nesse Pais? Só o pessoal da classe média para cima, com poucas excessões, e isso todo mundo sabe. O CMPF portanto estabelecia uma porporção relativa. Quem movimenta mais paga mais.

A classe pobre quase nao pagava CMPF. Quem pagava era a classe média e principalmente as empresas e a classe rica desse País. E ainda ajudava a polícia pois, como um sujeito que ganha 10.000,00 pagaria CMPF muito acima da média se não houvesse algo errado?

E por aí vai. Infelizmente a CMPF foi extinta, e isso foi um terrível equívoco. Não que eu seja a favor de impostos, mas é bom lembrar que o governo de um País é estabelecido por seu povo. É uma máquina pública para gerir o bom comum, o patrimônio comunitário. Logo, precisamos pagar para ter escolas, estradas, saúde, etc.

Acredito que a extinção em si foi um erro não por si só, mas pelo momento e pelas razões que motivaram esse cancelamento. As razões foram puramente políticas. Cancelando a CPMF o governo não conseguirá realizar muita coisa do PAC, plataforma de lançamento do sucessor do atual governo para 2010, abrindo o caminho para a oposição inchar-se de fervor patriótico e descer o pau no governo atual, cantando de galo como defensor da economia popular - a despeito de eles mesmos terem criado a porcaria do imposto.

E o momento não podia ser pior, porque agora será acelerada de uma maneira mal preparada, mal debatida, uma reforma tributária no Brasil. Mas não sem que antes haja uma reformulação nas alíquotas de vários impostos. Se a gente sempre paga, agora vamos pagar mais, mais rápido, e mais dolorosamente.

O governo é uma máquina lenta. Não dá pra cancelar uma contribuição que coloca bilhões em funcionamento da máquina e em programas sociais sem planejamento. Até para cortar gastos - o que seria o ideal considerando o tamanho da máquina - é preciso tempo! É como você ganhar 3.000,00 de salário em um mês, tendo compromissos, prestação do carro, prestação da casa, contas para pagar, e no mês seguinte teu chefe chegar em você e dizer: olha a partir de agora vc ganha 500,00!!

Portanto, preparem-se para altas de juros, altas de preços, de combustíveis, do dólar. Preparem-se também para queda na confiança do consumidor, inadimplência, queda da confiança externa, aumento do risco Brasil e tudo aquilo que no fim das contas afeta o dia a dia da gente humilde desse País.

Os ricos conseguiram novamente. Desculpem-me a expressão, mas são uns malditos filhos de uma puta.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Músicas que eu amo

Veja o vídeo e curta a letra abaixo!

Eu acredito no amor

Believe - Elton John
I believe in love, it's all we got
Love has no boundaries, costs nothing to touch
War makes money, cancer sleeps
Curled up in my father and that means something to me
Churches and dictators, politics and papers
Everything crumbles sooner or later
But love, I believe in love

I believe in love, it's all we got
Love has no boundaries, no borders to cross
Love is simple, hate breeds
Those who think difference is the child of disease
Father and son make love and guns
Families together kill someone
Without love, I believe in love

Without love I wouldn't believe
In anything that lives and breathes
Without love I'd have no anger
I wouldn't believe in the right to stand here
Without love I wouldn't believe
I couldn't believe in you
And I wouldn't believe in me
Without love

I believe in love
I believe in love
I believe in love


Tradução

Eu acredito no amor, é tudo que nós temos
O amor não tem fronteiras, não custa nada alcançá-lo
A guerra faz dinheiro, o câncer adormece
Enrolado em meu pai, e ao que significa algo para mim
Igrejas e ditaduras, políticas e autoridade
Tudo se desintegra, mais cedo ou mais tarde
Menos o amor

Eu acredito no amor, é tudo que nós temos
O amor não tem fronteiras, sem limites para cruzar
O amor é simples
O ódio se origina d
aqueles que pensam que a diferença é filha da maldição
Pais e filhos fazem amor e armas, famílias juntas matam alguém, sem amor

Sem amor
Eu não acreditaria
Em qualquer coisa que vive e respira
Sem amor
Eu não teria raiva
Eu não acreditaria no direito de permanecer aqui
Sem amor
Eu não acreditaria
Eu não poderia acreditar em você
E não acreditaria em mim
Sem amor, sem amor
Eu acredito no amor
Eu acredito no amor
Eu acredito no amor