segunda-feira, 15 de outubro de 2007

amoremar

Estou longe do amor que eu quero
bem longe do mar que eu amo
tão longe de tudo que espero
tão perto do nada e do engano
vagueiam tão tristes os dias,
diante dos meus próprios passos
vão serpenteando na terra
mostrando o caminho do fosso
lugares tão mais tenebrosos
e para onde ainda me hão de levar

Não fosse eu esse escravo
Cantaria a beira do mar.

Nas sombras mais densas passeio
de olhos fechados, repousam
lembranças de água salgada
de ondas quebrando na areia
nas rochas, nas faces coradas
barulhos de gente, de vida,
sussurros, sorrisos, risadas
no vento, na praia, no olhar
ali nós andamos sem tempo
com tempo de sobra para amar.

Nao fosse eu esse escravo
Amaria a beira do mar.

Estou longe do amor que eu quero
bem longe do mar que eu amo
se perto estão os meus sonhos
ao longe esses sonhos se vão
e de lá à minh'alma eles lançam
um pouco do aroma e do gosto
daquilo que ainda um pouco
aviva o meu caminhar
na vida não sinto desgosto
Pois sei que existe um lugar

Não fosse esse escravo...

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