sábado, 7 de abril de 2007

Internet

A contribuição da internet para o emburrecimento geral da nação (ou nações) é imenso. O CIEI (Centro Internacional de Estatísticas Imaginárias), acha que algo em torno de 50% do que é feito na internet é bobagem, perda de tempo e inutilidade.

Acho que, como tudo na vida, diversão e lazer é bom e a gente gosta, mas isso deve ser feito com critério. Quando um cidadão chega pra mim dizendo que quer comprar um computador para deixar em casa, para o filho/filha fazer seus trabalhos de escola, eu faço aquela cara de homem sério e comprometido com o objetivo do cliente, mas por dentro eu fico rindo porque, na prática, o computador vai servir para o filho/filha se acabar de tanto jogar, bater papo na internet, e talvez, fazer umas visitinhas em sites não muito recomendáveis.

Ah... e claro, fazer uns trabalhos de vez em quando.

Mas do que é que eu to falando? Eu mesmo gosto de receber aqueles emails, com apresentações anexadas... quando vc abre tem uma bela (ou engraçada) mensagem. Gosto de perder algum tempo durante meus intervalos lendo alguma notícia, vendo alguma foto ou vídeo engraçado e encontrando alguns amigos nos Messengers da vida.

O problema, eu vejo, não está no fato de usar a internet para relaxar, eventualmente. O problema é quando se troca as responsabilidades por futilidades. Eu trabalho com Messenger, meus clientes estão todos lá... e isso me dá uma economia enorme na conta telefônica, se dá!...

Esses tempos atrás eu fui mais cedo ao meu segundo emprego (no estado) e andei observando os monitores das pessoas que trabalhavam em um determinado setor - que não era no mesmo andar onde eu trabalhava, vou logo dizendo. Absolutamente todos estavam com Messenger carregado. Ao meu ver, problema nenhum até aí. O que eu achei estranho é que muitas pessoas estavam com várias janelas de diálogo abertas, aquele pisca-pisca infernal na barra de tarefas que não deixa ninguém quieto. Fica a pergunta: como é que eu consigo me concentrar no trabalho se tem 15 pessoas conversando comigo? Eu não vejo como. A regra, em tese, deve ser a mesma para os outros. Ou pelo menos parecida.

Mas isso foi antes de colocarem um firewall específico para isso, o que cortou o barato da rapaziada. rsrsr...

Ouço muitas histórias de colegas de trabalho, gerentes e donos de empresa que tiveram que ser radicais para acabar com esse problema. Houveram conversas, advertências e demissões por conta do vício. E algumas história macabras também, de gente que monitorou o Messenger dos outros atrás de armamento para uma guerra de interesses, conspirações e chantagem. Coisa braba mesmo. Ouço histórias de gente que criticava, e acabou se tornando um viciado. É... porque internet vicia, viu?

Acho que o ser humano é incrivelmente criativo. Mas é muito interessante... o comportamento da maioria não é compatível com sua capacidade criadora.

Nenhum comentário: