quarta-feira, 21 de março de 2007

Eu fico pensando... a grande engrenagem que move o mundo é o amor. A gente faz tudo o que faz por um amor. Qualquer pessoa aí, pela rua... todos esperam, desejam que um grande amor lhes arrebate.

Muitos se frustram nessa busca. Muitos se precipitam também. Mas quem sou eu para julgar? Afinal também quero ser feliz, quero amar e ser amado.

Mas aprendi na vida a desfrutar cada dia com o que eu tenho, com os instrumentos e as possibilidades, as oportunidades e também as limitações. Isos se chama "viver o agora". A única certeza que a gente tem na vida é de não somos eternos. Logo, não vou deixar para o amanhã o que eu posso fazer hoje.

Ser feliz parece ter se tornado uma obsessão para a maioria... Tenho uma impressão de que tem algo errado com isso. Tenho a impressão de que querer ser feliz não é bem o problema.. o problema é o conceito que cada um faz de "felicidade".

Por muitos anos eu endeusei a felicidade, tornei-a tão elevada e tão sublime que deixei ela muito longe de mim, como um sonho praticamente inalcançável. Agora eu vejo que a felicidade é uma coisinha simples que está disponível bem dentro da gente e que pode ser ativada a todo instante. Por todas aquelas pequenas coisas legais do cotidiano, algumas de um pouco maior porte, como... uma pessoa que você ame do seu lado.. um trabalho que vc goste... saúde...

Com base nisso digo que sou feliz. Você é feliz?

Dezembros

Fagner

Nunca mais a natureza da manhã
E a beleza no artifício da cidade
Num edifício sem janela
Desenhei os olhos dela
Entre vestígios de bala
E a luz da televisão

Os meus olhos têm a fome
Do horizonte
Sua face é um espelho
Sem promessa
Por dezembros atravesso
Oceanos e desertos
Vendo a morte assim tão perto
Minha vida em suas mãos

O trem se vai
Na noite sem estrelas
E o dia vem
Nem eu nem trem nem ela


É verdade, é bonito mesmo.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Eu quis

Eu quis cantar uma canção tão bela
Que se calassem os ignorantes
Que iluminasse os pés itinerantes
Que desse vida às cores da aquarela

Quis entoar a palavra que sela
Dentro dos peitos o calor da ira
Que libertasse o amor que delira
Pela beleza das coisas singelas

Eu quis fazer das minhas mãos, pintura
Entrecortada de amor e doçura
Que desse luz e rosto ao "ser feliz"

O que eu quis, enfim, não é loucura?
Não é do mundo aquela face dura?
Não era meu o desistir... eu quis.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Semana Internacional da Mulher

As mulheres.
Elas são forte e ao mesmo tempo frágeis.
Conseguem brincar conosco, a maioria dos homens, do jeito que bem querem.
Se quiserem nos exaltam, nos humilham, nos dominam ou nos constrangem.
Possuem um poder tão grande que, mesmo à distância, conseguem influenciar nossos sentimentos.
Mulheres... seres complexos.

Nós os homens, as amamos.
E eu, em particular, amo especialmente uma.

Parem!!

Março?... Já?!?!?...

É impressão minha ou tem alguém girando o relógio com o dedo?

sexta-feira, 2 de março de 2007

Dovè sei tu?


Mio cuoire è libero per l'amore, ma preso a cercare.
La mia canzone cerca una parola

Che deciderà la mia sorte
Così il mio cuore
sarà più libero.

In questo mondo
immenso e complicato
ho cercato e poi cercato
fino a che non ti ho trovato
mio primo amore,
bambina dell'anima mia.

Mi hai chiamato
e io ti ho seguito
ti ho amato e poi perduto.
Fino in fondo ci ho creduto
mio primo amore,
bambina dell'anima.

Dico grazie alla buona sorte
e a questa vita,
che, anche se ho perso te,
non si è fermata:
ho cercato la mia strada,
l' ho trovata? e l' ho seguita!

Ma vorrei,
alla fine del cammino,
rivederti ancora
rivedere te
che vivi ancora nei miei pensieri
oggi come ieri.

Mi hai chiamato
e io ti ho seguito
ti ho amato e poi perduto.
Fino in fondo ci ho creduto
mio primo amore
bambina dell'anima.

(Adaptado da obra de Ferdnand Bjanku)