segunda-feira, 27 de novembro de 2006

A velha

A velha escreve suas cartas ao amor perdido no passado
Escreve suas poesias como se lá se pudessem lê-las
Lança suas palavras em direção ao tempo como se fossem flechas
Tenta atingir o corpo de quem cria os sonhos
ou ressuscitar a esperança de um amor sincero.

Se os matasse talvez descansaria de seus devaneios
De uma felicidade possível numa rota alternativa da realidade
Que fendeu-se num instante pequeno, perdido entre um sim e um não
perdido entre um momento ínfimo de tempo em que houve dúvida
em que houve exitação.

"Um minuto..." - pensa a velha, acorrentada naquele momento maldito
"...e toda uma vida se perde, toda uma vida se paralisa."
Separada pela eternidade, a sonhar com o beijo interrompido
Com o prazer nunca alcançado, e com o futuro despedaçado.

2 comentários:

Edirlaine disse...

Meu DEUSSSSSSSSSSSSSS... vc é porreta...hehehehehehehehe

tenho que ler tudo aqui... e escrever um pouquinho em cada... pra vc lembrar que esteja onde estiver... estou lembrando de vc...hehehehehe

bjos!!!!

Silvia disse...

Este poema me lembra alguém.