terça-feira, 31 de outubro de 2006

labirinto

Soneto da separação - Vinícius

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

o que move o mundo

eu sei porque o mundo gira
sei porque as coisas acontecem
porque o vento sopra,
os homens caminham,
perseguem alvos iamginários
porque choram as moças
porque lutam os moços.

eu sei.

é por causa do amor.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

O amor

Sandro Beraldo

Tão complicado e tão simples
tão simples e tão complicado
a ciência exata do querer ser feliz
a arte de amar e ser amado...

Faz do luto, o nascer do sol dourado
faz do grito, um silêncio apreciável
faz do medo, um prazer inexplicável
faz do cinza, um arco-iris encantado.

O amor, tão de repente revelado
Descoberto num lugarzinho isolado
bem na cara, diante do nariz

Quem o encontra, acaba salvo por um triz
Acha o caminho para finalmente ser feliz
Descobre o gôsto de amar, e ser amado...

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

morte

Coisa nojenta, a morte...
Coisa podre.
Radical, intolerante.
Arranca sonhos,
despedaça almas,
interrompe amores...
Odiada de todos,
não se importa...
Arrogante,
estúpida,
grosseira...
Maldita.
Um dia maldita morte
Você também conhecerá sua derrota...
Maldita!

triste

terça-feira, 10 de outubro de 2006

djavan existe?

Flor Do Medo

Venha me beijar de uma vez
Você pensa demais
Pra decidir
Venha a mim de corpo e alma
Libera e deixa o que for
Nos unir
Não vá fugir mais uma vez
Vença a falta de ar
Que a flor do medo traz
Tente pensar
Pode até ser mau e tal
Mas pode até ser
Que seja demais
Tudo vai mudar
Posso pressentir
Você vai lembrar e rir
Alguma dor
Que não vai matar ninguém
Pode ser vista e nos rondar
Não precisa se assustar
Isso é clamor
De amor
Venha me beijar de uma vez
Feito nuvem no ar
Sem aflição
Venha a mim de corpo e alma
Libera a paz do meu coração
Não vá se perder outra vez
Nesse mesmo lugar
Por onde já passou
Tente pensar
Pode até ser sonho e tal
Mas pode até ser
Que seja o amor

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

novo congresso

Vendo o festival de ilustres conhecidos e desconhecidos com capacidades intelectuais no mínimo questionáveis e experiência com política, direito e administração mais questionável ainda, começo a me indagar se a democracia não seria um conceito puro, que na prática se revela apenas isso mesmo: um conceito.

Pois a democracia me parece democracia somente até o momento em que duas coisas menos utópicas e idealistas entram no jogo: GRANA e MÍDIA (não necessariamente na mesma ordem).

Quando esses dois caras entram em jogo, sucumbem os ótimos e elevam-se os medíocres, ainda que nem todos os elevados sejas medíocres e que (Ufa! Pelo menos isso!) nem todos os que sucumbem sejam ótimos.

Tem mais coisas envolvidas nessa questão, mas vamos ficar só com esses dois, afinal são os principais mesmo.

Mas... aproveitando a onda de "democracia" que varreu nosso surreal País - e até para ilustrar o que eu penso - quero aproveitar o ensejo para divulgar uma bem possível composição da Câmara Federal:

Clodovil
Fernando Collor
Zeca Pagodinho
Rogério Ceni
Falcão
Roberto Justus
Jerry Adriani
Edmundo animal
Tiririca
Paulinho da Viola
Marcelinho Carioca
Leão Lobo
Bruno
Marrone
Caio Mesquita
Agnaldo Rayol
Rita Cadilac
Ferrugem
Tom Cavaltanti
Gugu Liberato
Zeca Camargo
Guga
Zezé di Camargo
Luciano (também, por que não?)
Ana Maria Braga
Preta Gil
Didi Mocó Sonrisal Calesterol Novalgina Mufumo
Luciano Huck
Paulo Maluf
Caetano Veloso
Róquêêêêê
Bartô Galeno
Reginaldo Rossi
João Gordo
Raul Gil
Raulzinho
Evandro Mesquita
Wanderley Luxemburgo
Silvio Santos
Roberto Carlos
Leonardo
ACM