sexta-feira, 21 de julho de 2006

acontecendo

Acho que catástrofes, crises, tragédias e guerras sempre aconteceram no mundo - o que não quer dizer que seja algo normal, ou que não nos entristeça ou revolte - mas não chegavam a nós com a velocidade, clareza e facilidade com que chegam hoje. Claro, pensamos, até porque não haviam meios tecnológicos para que eu e você víssemos com nossos próprios olhos, às vezes até em tempo real o que está acontecendo por aí, por nosso pequeno e grande planeta.

E acho que é por isso mesmo - por ficarmos sabendo de tudo na hora - é que a sensação de perplexidade e impotência fica rondando na cabeça da gente. Na minha, pelo menos, fica.

Lembro do dia em que aconteceu o maior espetáculo de todos os tempos, quando aqueles aviões se chocaram contra as torres gêmeas. O primeiro foi uma surpresa total, mas não foi ao vivo. Depois do acontecido é que as câmeras se posicionaram. E fizeram isso para em seguida, transmitir ao vivo, praticamente em cadeia global, aquele jumbão sumindo dentro daquela torre de concreto, num espetáculo dantesco, que me deixou com cara de babaca, bem como a milhões de telespectadores.

Se antes já era um "negócio" essa coisa de imagens fantásticas, depois então, virou uma febre. Acho que a indústria de câmeras deve estar dando quase tanto lucro quanto a de armamentos. Toda rede de TV quer posicionar suas câmeras nos quatro cantos do mundo. O que não puderem flagrar de cataclísmico, eles compensam com pequenas situações cômicas e inusitadas. E cai tudo na sala da gente.

O fato é que eu me sinto assustado. É muita gente morrendo... Muita guerra. Agora tem essa aí de Israel.

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