quarta-feira, 5 de abril de 2006

visão de futuro - parte III

Parece irônico, mas a descoberta que nossa avançada ciência fêz sobre o universo eliminou todas as dúvidas que tínhamos, infelizmente dando lugar a outras maiores. O universo não era infinito como pensávamos: era infinito justamente como NÃO pensávamos.

Descobrimos que nosso sistema solar, fragmento da galáxia via láctea, e todas as galáxias próximas, são na verdade fagulhas de um componente ainda maior, composto de energia. Como se fôssemos células de um corpo. Isso mesmo, imagine. Grosseiramente falando, podemos ser um átomo de um pedaço de madeira caído em um lugar qualquer. Talvez um fragmento de energia liberado em uma fogueira que alguém fez para esquentar as mãos. Ou ainda, um átomo de um grão de poeira que se levantou quando alguém pisou na areia da praia.

Resumindo, nós somos um fragmento de alguma coisa. Essa coisa, provavelmente é o fragmento de uma outra, que pode ser o de mais outra e assim, dinamicamente, exponencialmente, e infinitamente.

Ou seja, já sabemos o que somos... não são sabemos é o que somos exatamente. Achamos que será glorioso o dia que descobrirmos exatamente de que coisa fazemos parte Vai ser legal descobrir que nossa galáxia fazer parte de algo singnificativo como um remédio para a cura de uma doença terrível, assim como poderá ser frustrante descobrir que fazemos parte de um pedaço de... bom... deixa pra lá.

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