sábado, 25 de fevereiro de 2006

islamismo

Hoje em dia qualquer pessoa que acompanhe o noticiário de maneira um pouco superficial vai ligar "terrorismo" com "islamismo". Especialmente aqui no ocidente, considerando que a mídia - com uma dose considerável de culpa - gosta de estabelecer essa relação, ainda que de maneira sutil. Mas essa sutileza tem impacto no senso comum, e a massa acaba enxergando um no outro.

Se houvesse uma relação direta entre islamismo e terrorismo, haveria terrorismo no Brasil, por exemplo. Basta olhar o tamanho da comunidade islâmica no País. Que não é pequena. Só é pacífica.

O grande problema não é o islamismo. É o fundamentalismo. Onde quer que ele esteja; seja no cristianismo, seja no islamismo, no espiritismo e até mesmo no ateísmo.

A igreja cristã já pecou demais nesse item. E aprendeu. Hoje o cristianismo mais maduro, não se pauta exclusivamente em homens - ainda que haja excessões, especialmente na linha mãe: o catolicismo, e em algumas vertentes protestantes.

O fundamentalista deseja conduzir seu estilo de vida o mais próximo possível de sua fonte de inspiração (ex: Jesus para os cristãos, Maomé para os islâmicos). Mas como ele tem a sua mente radicalmente aberta para toda experiência oriunda desse meio, acaba se tornando facilmente influenciável por líderes que enxergam nisso uma oportunidade de transformar o mundo em um grande império da sua própria fé.

Infelizmente o fundamentalismo é um ingrediente da natureza humana. É muito difícil controlar. Qualquer pessoa pode se surpreender exercendo alguma forma de radicalismo em algum momento. Cabe a cada um individualmente frear certos impulsos. E Deus nos livre de líderes radicais.

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