quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Quando eu era pequeno,
e as árvores de natal, altas
costumávamos nos amar,
enquanto os outros apenas brincavam..

Não me pergunte como, mas o tempo nos passou
Outro alguém, para longe se mudou...

Agora somos grandes, e as árvores de natal, pequenas
E você já não se importa com a hora do dia
Mas eu e você: nosso amor nunca morrerá
Mas acho que choraremos ao chegar Primeiro de Maio...

As árvores de maçã que cresceram conosco,
eu vi suas maçãs caírem, uma a uma
eu me recordo do momento de cada uma delas
como do dia em que beijei seu rosto... e você partiu...



sábado, 30 de julho de 2016

Heróis Invisíveis do cotidiano





O ser humano é incrível. Temos em nós a capacidade de um amor infinito, e da maldade sem medida.

Há os sonhadores que, como eu, preferem acreditar que a humanidade é, essencialmente, boa, e que o quem prevalece sobre o mal. E que a maldade que somos capazes de fazer é fruto de uma distorção da nossa essência, ou seja, a maldade e a crueldade não nos são naturais.



Vale a pena assistir!



sexta-feira, 24 de junho de 2016

Como funciona a União Européia?

Parece meio doido um brasileiro do meio do mato se interessar pelo assunto "União Européia" - ou pior, querer comentar! Mas a verdade é que me sinto, como tantos outros, atraído pela curiosidade natural sobre como a União Européia funciona, e piorou depois que eu comecei a ver e ouvir, aqui e ali, sobre o "Brexit".

"Brexit" é o apelido dado a um plebiscito popular que decide sobre a permanência do Reino Unido na União Européia. Bom... hoje, 24/06/216, a população decidiu pela saída, e com um placar tão apertado quanto a última eleição da presidente Dilma, portanto sem um consenso absoluto, pelo contrário, uma divisão ferrenha... senão uma dúvida terrível.

Minha curiosidade passa pelas seguintes indagações: Quais as consequências dessa saída? Ou antes, quais mos motivos que levaram o Reino Unido a conduzir um plebiscito? Quais as implicações para os emergentes com,o o Brasil? E qual o impacto sobre o processo de globalização - se é que ele existe, como dizem alguns renomados economistas.

Então que, para começar a entender os motivos, resolvi entender como a UNIÃO EUROPÉIA FUNCIONA. E não é que há um documento oficial - e em português - sobre isso?

Se você tem o memso nível de curiosidade que eu, abra e ... divirta-se!

http://europedirect.aigmadeira.com/cms/wp-content/uploads/2013/04/Como-funciona-a-União-Europeia.pdf



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Três clássicos para hoje!

A noite do meu bem - Dolores Duran - 1959



Fascinação - Carlos Galhardo - 1957



As Rosas não falam - Cartola - 1974


terça-feira, 21 de julho de 2015

Pelas coisas que quebrei e que não posso mais consertar... Pelas palavras que proferi e que não posso mais calar... Pelos erros que cometi e que não posso mais apagar... Perdoa-me eu, perdoa-me você, perdoa-me Deus.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Conto de outro mundo

Foi no verão de 2015.

A coisa sobrevoou por alguns minutos o jardim de uma casa no morro da pitomba, na casa vizinha à minha,  aqui no litoral do Espírito Santo, e em seguida aterrisou, desavisadamente, ao lado da acerola da dona Zica. Na hora ninguém imaginava, mas vou adiantando que, mais tarde, descobriu-se não se tratar de um drone, mas de uma nave espacial (e não era nossa!).

Bom... o fato é que dela desceram quatro o cinco coisinhas, coincidência ou não esverdeadas, cada uma com um tipo de... sei lá... cajado?! na mão, e emitindo sonzinhos esquisitos, que pareciam com o ruído de um esquilo com fome.

Ninguém imaginava na hora, mas já vou adiantando: conseguiram traduzir esses ruídos depois de algumas semanas de insistente interação com os bichinhos, que coincidência ou não, respiravam oxigênio, como nós, tomavam água, mas curiosamente nunca comiam nada (que tenhamos percebido, pelo menos).

A mensagem deles? bom... a mensagem deles dizia que sim, havia vida inteligente lá fora. E eles precisavam, como nós, de outro planeta para habitar. O deles? Acabaram os recursos naturais.

E foi assim que iniciamos nossa colaboração com eles, em busca de outro planeta para habitar.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O empregado

Acordei me sentindo estranho. Aquela sensação esquisita, não dá para explicar. Algo com o clima talvez? Com ruídos...talvez o próprio corpo, a sensação de algo por acontecer... Sei lá.  Como todos os dias, caminho até a sala mal sustentando o corpo cansado de dormir tarde e acordar cedo.

"Hmmm já sei!" - penso. Tem a ver com essa coisa nova de ser um empregado. Há poucos meses passei a bater ponto, vestir todo social, vale dia vinte e salário no início do mês. antes disso, foram quinze anos como empresário, ou micro empresário, ou mini.... ou quase, tanto faz. O maior sócio era o governo mesmo, então tanto faz. E depois de tantos anos, livre! Livre para ser um empregado!

Pego um copo, e o encho com o chá mate da geladeira. Mais fácil do que fazer café com sono, ainda que gelado. Me afundo nesse sofá que me abraça, sonolento. Começo a fuçar no celular. Não queria, mas olho minha conta.

OPA!

O que é isso?!...

Entrou dinheiro!...

Mas... dinheiro?! Como assim?!... Pleno clima natalino?! Fui ver... era o décimo-terceiro.

A surpresa é inevitável, a sensação nova e agradável, ainda que não fosse uma surpresa, só era nova. Como tendo ganhado algum sorteio, destaco: pelo menos para mim. "Quinze anos só pagando" - penso de novo. Com os olhos naquele saldinho, começo a passear nos muitos anos planejando desde janeiro o décimo-terceiro da equipe, as reuniões tensas, o papagaio no banco, o planejamento da escala para o difícil momento em que aquele um ou aquele outro saía de férias. Isso sem falar daqueles que, logo ao voltar, se sentavam do outro lado da minha mesa e iam tascando logo com aquele olhar esquisito... "Seu Pereira, recebi outra proposta..." - e a solidão que isso me provocava.

O celular está na minha frente, mas eu estou em algum momento do passado. Penso no Juninho, que passou em um concurso da Caixa e vazou - justo ele que me custou tanto esforço e dinheiro para formar. Na Natália, que era firme e eficiente, quando trabalhava, claro, porque vivia de atestado em atestado. O que me lembra também a Judite, a máquina de fazer filhos. No Miguel, motorista altamente confiável que eu descobri, mais tarde, que levava mulher na viagem e negociava pequenas partes da carga. Nele e no Tadeu, que botava na carroceria mais do que devia. E no Dirceu, que fazia de conta que conferia. Meus sócios ocultos, que dividiram comigo vários pequenos prejuízos.

Penso também nos meus sócios, ah... meus sócios... Que figuras! Me ajudaram tanto na vida... dando aquele exemplo altamente eficaz de como não fazer as coisas. Me ensinando a cada dia com seus erros de mentalidade, estratégia e planejamento... me arrastando junto para suas péssimas decisões, e sua preguiça institucionalizada! Me senti novamente casado, mas não tô falando desse casamento normal, onde os dois se amam e dividem tudo, dor e prazer. Tô falando de poliamor. É esse o termo que usam hoje em dia? "Poliamor"? Era um, casado com outros três. Tava mais para suruba. Uma bela suruba registrada em cartório. E da qual eu tentei sair várias vezes, maldito papel. Penso: papel em dois sentidos: papel mesmo de escrever, guardado no cartório, e papel de função, você e sua equipe, você e seus clientes,você e seu produto. Por pensar nisso, penso nos clientes. Valeram tanto a pena! Tantas horas além, tanto esforço. Os traidores? Não os culpo. Se até eu quis meter a botina considerando os sócios que eu tinha, imagina que recebia a dupla "atendimento/produto" que eu ainda conseguia a oferecer.

Começo a ficar inquieto quando me recordo do fim. Eles - meus sócios - não fizeram nada para merecer. Incoerente fui eu, tendo desprezado chances ainda maiores que esta outras vezes, por pura ética. Às vezes por medo também. Lembro ter lido em algum lugar que o medo era bom, que ajuda o cara a não se enfiar em nenhuma gelada, às vezes ao custo da própria vida - ainda que perder a vida dê menos medo do que perder a pompa. Então um belo dia eu perdi o medo - já que ética por ética, a minha estava se sentindo muito solitária, sofrendo a falta das outras - e na primeira oportunidade subsequente, avisei: tô fora. Aliás, isso me dói. Poderia ter sido em uma das anteriores, igualmente vantajosas.


Paro com os devaneios, porque é hora do banho e do uniforme, então me espreguiço e, devagar, me ponho de pé. Olho para dentro deste apartamento, minha família ainda dorme. Há um ar de calma e silêncio neste despertar matinal, somado ao frescor da minha sala de estar. Considerando as lembranças, pareço ter acordado de algum sonho. Só pode ser. E com décimo-terceiro na conta.

Uma SMS pipoca. É o RH avisando sobre minhas férias. Férias! É de comer, isso? Definitivamente, adeus sono.

Isso está ficando muito bizarro mesmo. E eu tô é gostando.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Para!!!

Para a nave que eu quero descer, velho!...

Cara que dureza... nunca imaginei que ia viver para ver o que anda acontecendo... coisas erradas, imorais, muitas delas estúpidas, sendo simplesmente institucionalizadas. Parece que o mundo inteiro perdeu a cabeça, o juízo, a inteligência, o bom senso!...

Pichadores

Moleque pichador, que mal consegue construir uma frase direito, ganhando espaço na tela da TV em cadeia nacional para propagandear sua "arte de protesto", que na verdade se resume a meter tinta na casa dos outros, no muro, na fachada da loja, na obra de arte, no monumento público.. ora faça-me o favor! Vejam aqui:

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/os-pichadores-revolucionarios/

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A ironia da morte

Foi de repente aquela dor aguda apareceu do nada e me rasgou o peito sabe? parecia um tiro direto no coração ou um tipo de faca muito quente entrando bem ali, tão forte que eu esqueci um monte de coisa que tava acontecendo em volta e até no meu próprio corpo se eu tava cansado ou não ou ansioso ou com pressa ou com saudade só sei que eu senti as pernas amolecendo e na verdade eu não tava nem aí se ia doer quando eu caísse no chão porque tava doendo tanto em um lugar específico que o resto nem importava mais é como quando a gente dá uma topada de canela que parece que o mundo inteiro deixa de existir ficando só aquela dor horrorosa na canela e o mundo começa a aparecer devagarzinho aos poucos a medida que a dor vai diminuindo.

Só que essa aí não passava e o mundo inteiro não tava mais querendo aparecer de novo porque a bendita não passava e assim foi que me encontrei caído finalmente com a cara estatelada metade no asfalto metade na grama daquela calçada na frente de um condomínio qualquer que para falar a verdade em nem havia reparado se era bonito ou feio até este momento em que me encontrei ali por ironia com ninguém por perto e pronto para admirar a beleza daquele jardinzinho que alguém cuidou com tanto talento e paixão mas que sujeitos apressados e ocupados como eu passavam o dia todo em frente pra lá e para cá e nunca jamais sequer notavam que sequer existia.

Mas eu sabia muito bem o que estava acontecendo porque mesmo ali caído e sem força nenhuma para reagir a essa situação ridícula a que se submete todo ser humano em toda a história de todos os tempos da humanidade eu sabia que se tratava daquela que em algum momento vem nos visitar para saber como é que estamos e quem sabe nos convidar para uma voltinha por aí, que é a morte.

Caído e ainda sentindo muita dor me ponho a pensar, bom daqui em diante a cada minuto que se passa sem ninguém perceber que eu estou passando dessa para melhor lá se vão 10 a 15% da minha possibilidade de sobrevivência a esse enfarto segundo as estatisticas que mostram também que mais de 200.000 pessoas morrem no Brasil todo ano e algo em torno de 2% somente são as que conseguem por algum milagre escapar de empacotar e a maioria ainda porque algum ser humano percebeu e agiu a tempo o que é pouco provavel no meu caso já que a rua está deserta são 10 horas da manhã de um feriado e eu to voltando da padaria, ou seja tá todo mundo de ressaca enquanto eu tô batendo as botas aqui.

Por falar nisso fico aqui caído e pensando nesse pãozinho quentinho dentro do pacote que eu não cheguei a experimentar e pelo jeito nem vou, justo hoje que consegui pegar ele logo no momento que ele saía do forno e isso é tão raro se tratando de uma cidade grande como a minha, mas o pãozinho é uma simbologia de tudo aquilo que eu pensei em fazer e não fiz e tentei e não consegui e nem vou me prolongar muito porque meu tempo é pouco e eu já li muito sobre essa ladainha filosófica e que nunca fui muito chegado na verdade porque eu acho que é errado querer glamourizar o momento da morte pois eu acho que não se consegue pensar em outra coisa a não ser respirar respirar e respirar para tentar escapar dessa.

De qualquer forma aqui caído é estranho em ver em um ponto em que não se está morto ainda mas também não se está vivo , ou seja se está no meio do caminho sendo este aquele momento em que dizem que passa um filme na cabeça do sujeito mas o meu não começou ainda e eu torço muito que se vier seja em forma de comédia porque eu adoro rir e gostaria muito de partir rindo muito porque das coisas que a gente leva da vida a alegria é uma das que não tem preço se é que se leva isso para o outro lado.

Estranhamente todo esse tempo já se passou e a dor que cortava meu peito está desaparecendo só que o mundo não começou a reaparecer em contrapartida nem filme nenhum passou na minha cabeça ainda a não ser essa história toda que estou tendo tempo de narrar para você que está lendo e que obviamente não estava lá na hora que eu caí e que portanto não pôde me levantar e correr para um PS e que deve estar lendo neste momento passado sei lá quanto tempo desde que isso tudo me aconteceu.

Portanto fica para você a dica pois os minutos que se passaram já jogaram minha estatística de sobrevivência no negativo e a dica é: repare nos jardins e viva com alegria mesmo que você não saiba se Deus existe ou não se viemos do macaco ou do toque divino das mãos do Criador como eu acredito porém mais do que tudo me desculpa mas preciso falar um pouco daquela ladainha filosófica porque o momento me parece mai spropício agora portanto ame ame ame e no final ame mais um pouco e só pare de amar depois que todos dormirem e só depois você dorme, ok?

#ficadica

Fui.


Idiocracia: o mundo governado por idiotas... imperdível!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Marcos Feliciano

Não tava muito afim de dar minha opinião não, porque fujo de polêmicas. Mas vamos lá.

O Pastor Marcos Feliciano é um Deputado Federal eleito democraticamente e, embora não seja unanimidade nem mesmo no meio evangélico, é um homem ficha limpa e que pode assumir o comando da comissão como qualquer outro que se enquadra nos critérios.

A questão é que as comissões, por excelência, sejam assumidas, de preferência, por políticos que tenham um histórico de ativismo ao qual elas estão relacionadas. Marcos Feliciano, obviamente, não é nenhum ativista de direitos humanos.

Não sou fã desse senhor. Mas quem disse que ele não pode fazer um trabalho excelente? Por que esse prejulgamento todo? Quem não se lembra do maravilhoso trabalho do Deputado evangélico Magno Malta na CPI da pedofilia, que resultou na aprovação da "Lei Joanna Maranhão", que defende exatamente a sociedade? Por outro lado, todo esse terror que a presença dele na presidência da comissão impõe a tanta gente, provoca ações coordenadas de protesto e repúdio que não se vê quando o assunto é a ética em torno de outras comissões, como a de Constituição e Justiça (encarregada de investigar, punir ou absolver colegas de plenário), onde aconchegantemente se instalaram os mensaleiros Genoíno e Cunha. Não se vê protestos de rua contra a bandalheira que se tornou os caixas públicos em torno das obras dessa infeliz copa do mundo no Brasil... Nada disso se vê.

A Igreja Evangélica tem uma posição bem clara sobre o homossexualismo: amamos o pecador, condenamos o pecado. Pastores e líderes estão aí, carecas de repetir o assunto à exaustão. Sempre amaremos e respeitaremos qualquer um que entrar na Casa do Senhor, reconhecendo ser pecador e se colocar aos pés da cruz para que Deus faça o que ele faz de melhor: transformar e salvar o homem.

Padres católicos seguem a doutrina da Santa Sé na mesma direção... que é totalmente coerente com o que os evangélicos também entendem, e que a própria palavra de Deus expressa.

Então, embora eu não seja nem um pouco fã de Marcos Feliciano, respeito ele como autoridade e confio a ele a gestão dessa importante comissão, que trata de centenas de assuntos, e não somente da causa gay. 

Abraços a todos!